Como fazer campanha política na internet?

Não há dúvidas que a eleição 2016 será marcada pelo uso profissional da internet,  que tem feito especialistas em marketing e comunicação investirem em curso de marketing político digital, pois há diferenças importantes e estratégias entre vender um produto e promover um candidato nos meios digitais.

Marcelo Vitorino, consultor de marketing professor de estratégias digitais e marketing eleitoral digital na ESPM-SP e IESB-Brasília, destaca que “o eleitor conectado não quer discursos ensaiados, conversa fiada ou frases motivacionais. Ele quer saber o que o político pensa sobre a descriminalização da maconha, da legislação sobre o aborto, da definição de família e de qualquer outra pauta que altere a vida da sociedade”.

Segundo Vitorino, em uma campanha eleitoral tradicional, o medo de perder votos de certos segmentos faz os candidatos fugirem dos temas polêmicos o máximo que podem, só tocando neles quando a mídia assim exige. “Na internet, se o candidato quiser ter militância será obrigado a se comprometer com algumas pautas. O eleitor conectado é muito mais crítico e exigente, para conquistá-lo só há um caminho: transparência”.

Marketing político eleitoral e planejamento

O fim do financiamento empresarial é o primeiro sinal de que o candidato e os profissionais de campanha eleitoral devem rever seu conceito de marketing político.

O candidato que quiser ter êxito na eleição 2016, seja para o cargo de prefeito ou de vereador, precisará arregaçar as mangas desde já e planejar, mês a mês, até junho do ano que vem, todos os seus passos.

A internet deverá ser utilizada com mais profissionalismo, pois trata-se do melhor meio de comunicação com apoiadores e com a base. Ter um site ou uma página no Facebook e publicar fotos no Instagram pouco significa quando a meta buscada é o engajamento de eleitores.

“Será preciso mudar o mapa mental de como fazer uma campanha eleitoral. Hoje o importante é definir o foco de atuação, produzir conteúdo relevante, ir atrás do público e engajá-los de forma a obter votos e militância. Estes temas são os que mais atraem alunos para os cursos de marketing eleitoral digital”, afirma Vitorino.

Aprenda como fazer planejamento de campanha política digital

Em seu curso de marketing político digital, Vitorino apresenta dados de uma pesquisa realizada por sua empresa que mostram que “o eleitor conectado não quer discursos ensaiados, conversa fiada ou frases motivacionais. Ele quer saber o que o político pensa sobre a descriminalização da maconha, da legislação sobre o aborto, da definição de família e de qualquer outra pauta que altere a vida da sociedade”.

As novas regras mudam totalmente o planejamento de campanha eleitoral. No modelo anterior de marketing político havia muito dinheiro disponível, o que muda em 2016. Metade de todo o investimento era destinado à televisão e o tempo de exposição do candidato era limitado ao período eleitoral, inferior a 120 dias.

Com pouco dinheiro, as campanhas precisam se reinventar e, desde já, colocar o carro na rua, dada a liberação da exposição dos candidatos. O investimento, que antes se concentrava em dois meses, e que na eleição 2016 será muito menor, precisará ser alocado em, no mínimo, seis meses. Será muito difícil para os candidatos investir em militância paga, o que era uma prática muito comum nas campanhas brasileiras”, afirma Vitorino.

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